02/04/2025 às 21:19
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados deu início à avaliação do pedido de cassação do deputado Glauber Braga, do PSOL do Rio de Janeiro. O deputado Paulo Magalhães, do PSD da Bahia, apresentou, nesta quarta-feira (2), relatório pedindo a cassação de Braga no Conselho de Ética da Casa.
Paulo Magalhães considerou que o deputado federal cometeu quebra de decoro parlamentar quando, após uma ofensa à sua mãe, chutou um militante do movimento direitista MBL dentro da Câmara dos Deputados. O fato ocorreu em abril de 2024. O relator ainda considerou grave as ofensas de Glauber Braga contra o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, chamando-o de bandido:
“As agressões físicas e verbais praticadas pelo representado, sobretudo as ofensas dirigidas ao presidente da Casa, não só maculam a integridade física e moral dos envolvidos, mas também atingem a honra e a dignidade desse parlamento e de seus membros. É imperioso admitir que o representado (...) incidiu na prática da conduta descrita no artigo 4º do inciso primeiro do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, sendo cabível, no caso sob exame, a sanção de perda de mandato”.
Em sua defesa, o deputado Glauber Braga afirmou que atuou em defesa da honra de sua mãe, que faleceu um mês depois do ocorrido, e como resposta aos ataques contra ele de movimentos políticos ligados à direita. O deputado ainda acusou o relator de armação organizada por Arthur Lira:
“O relator, no seu desespero em poder agradar quem, de fato, escreveu o relatório, nem disfarçou. O que eu disse naquele dia, deputado, e o que eu repito aqui no dia de hoje, é que quem escreveu o seu relatório foi o senhor Arthur Lira. E, hoje, mais do que dizer, eu vou provar. Eu vou trazer elementos objetivos que demonstram que o seu relatório já estava comprado, previamente comprado”.
A sessão foi suspensa após pedido de vista do relatório pelo deputado Chico Alencar, também do PSOL do Rio.
O Conselho de Ética volta a analisar o relatório na próxima semana. Se aprovado, o pedido de cassação de Glauber Braga segue para análise do plenário da Câmara.
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