03/04/2025 às 07:55
É o caso da estudante Carol Nobre, de Florianópolis, Santa Catarina. Hoje com 34 anos, ela conta que lidava com a constante sensação de insucesso. E o diagnóstico só veio aos 28 anos, após sinais de depressão e, até mesmo, de uma tentativa de suicídio.
Como forma de lidar com o autismo, Mariana transformou em profissão o imenso interesse dela pelos pianos. Esse é justamente um dos sinais do transtorno, o chamado “hiperfoco”.
A Organização Mundial da Saúde estima que o Brasil pode ter mais de 2 milhões de pessoas com autismo. E de acordo com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, NOVENTA POR CENTO das pessoas do espectro autista, no Brasil, não foram diagnosticadas.
O médico neurologista Luiz Vilanova, membro da Academia Brasileira de Neurologia, destaca a importância de um diagnóstico para a busca pelo tratamento adequado.
O diagnóstico de TEA deve ser feito por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, psiquiatras ou neurologistas, e por fonoaudiólogos.
A psicóloga da área de Autismo do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, Jéssica Aquino, ressalta que o diagnóstico de autismo é importante não só para o autoconhecimento, mas também para a garantia de direitos.
A Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista está prevista em uma lei de 2012. E o Estatuto da Pessoa com Deficiência reconhece, desde 2015, o autismo como uma deficiência.
A psicóloga Jéssica Aquino ainda destaca o direito ao diagnóstico, ao acompanhamento da saúde mental. Para isso, ela defende o direito à inclusão e o fortalecimento do SUS.
Qualquer pessoa com sinais de Transtorno do Espectro Autista pode buscar o SUS, na Unidade Básica de Saúde próxima de onde mora, para uma avaliação da equipe de Atenção Primária. Se for necessário, ela vai ser encaminhada para a Atenção Especializada em Reabilitação. O tratamento gratuito também é um direito.
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