24/03/2025 às 18:42
“Frieza e cheiro estranho”. Foi com esses dois aspectos característicos inerentes ao Instituto de Medicina Legal – que é uma das subunidades do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Polícia Civil – que a diretora do IPC, perita Raquel Azevedo, iniciou seu discurso na solenidade de inauguração da primeira Sala Lilás do Brasil, no âmbito do Programa Antes que Aconteça, nessa sexta-feira, 21 de março, em João Pessoa.
Raquel quis enfatizar que, apesar de o ambiente no IML levar ao senso comum a ideia de “lugar de cadáveres”, na verdade o setor atende muito mais pessoas em vida, na realização de exames para fins diversos.
“Mais de 80% das perícias no IML são em vivos. E agora estamos podendo oferecer não somente a prova pericial, mas também dignidade a essas vítimas de violência”, declarou a diretora do IPC, ao se referir à Sala Lilás, implantada nas dependências do IPC.
O novo ambiente foi lançado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e pelo governador João Azevêdo. Trata-se de um local pensado para diminuir o sofrimento de mulheres vítimas de violência doméstica e/ou sexual.
“Meu sonho que, um dia, esse espaço não seja mais utilizado. Mas enquanto houver violência contra a mulher, nós precisamos acolhê-las”, acrescentou Raquel Azevedo.
Fonte: Repórter PB
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