02/04/2025 às 08:20
Uma equipe da Escola SESI de Campina Grande conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Humanas e o prêmio Destaque da Paraíba, da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). A feira, que é um dos principais eventos do país, voltados para jovens cientistas, aconteceu de 25 a 28 de março, na Universidade de São Paulo (USP), reunindo 300 projetos de estudantes do ensino básico e técnico de todo o país. O objetivo dessa iniciativa é estimular a cultura científica, gerando soluções criativas e inovadoras para desafios que impactam o presente e o futuro da sociedade.
O grupo vencedor, formado pelas alunas Maria Luíza Dantas Vasconcelos e Anny Bheatriz de Lima Medeiros, com orientação da professor Mônica Larissa Aires de Macêdo, desenvolveu o “Kit Culturando: Arte e Ciência”. O projeto, que nasceu da intenção de valorizar e disseminar a cultura indígena, consiste em produzir tintas para uso artístico, a partir de pigmentos extraídos de sementes cujo uso é tradicional entre os povos originários.
De acordo com a professora orientadora, Mônica Macêdo, a ideia surgiu a partir dos desafios de implementar a Lei 11.645/2008, que exige a inclusão da história e cultura afro-brasileiras e indígenas nos currículos escolares. Após um período de pesquisas etnográficas, o projeto ganhou forma através do kit que tem a pretensão de fornecer um material didático interdisciplinar e atrativo para abordar a temática em sala de aula. “Focamos, no primeiro momento, nos aspectos indígenas, sobretudo do povo Tabajara, na região do Conde, na Paraíba, buscando formas de torná-las acessíveis e envolventes para estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais. A segunda parte foi caracterizada pelo desenvolvimento de um kit interdisciplinar para produção de tintas, que, posteriormente, foi validado por especialistas das áreas de biologia, história, artes e linguagens”, explicou.
Ainda segundo a professora, alcançar o reconhecimento dessa iniciativa, com a premiação na Febrace, é importante para a disseminação do conhecimento sobre os povos originários e para a valorização da identidade cultural brasileira. “É muito emocionante perceber que todo o esforço dedicado ao projeto está sendo valorizado e tem potencial para impactar positivamente a educação, em diferentes contextos. Mais do que um prêmio ou uma menção, essa conquista representa um passo importante para legitimar a relevância do ensino sobre a história e a cultura indígenas”, complementou.
A aluna Anny Medeiros, atribui a conquista à dedicação do grupo, que enfrentou os desafios para dar vida à ideia que nasceu do Laboratório de Iniciação Científica da escola para conquistar o mundo. “Desde a construção de um projeto bem estruturado à preparação, houve muito estudo, testes e ajustes para garantir que tudo estivesse bem organizado. Quando anunciaram os prêmios e falaram nossos nomes e o nome do projeto, a emoção era indescritível! Sentir que todo o esforço valeu a pena, e que o projeto recebeu o reconhecimento que merecia foi gratificante. A Febrace não foi apenas uma competição, mas, também, uma oportunidade de conhecer pessoas novas e uma grande troca de conhecimentos e experiências”, descreveu.
Perceber o potencial criativo e científico dos estudantes da Escola SESI Paraíba conquistando espaços de visibilidade de projeção nacional é, conforme o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, a comprovação de que o trabalho realizado pela instituição vem cumprindo o seu papel de impactar, positivamente, a vida da sociedade. “Receber esses prêmios, neste evento promovido pela USP, que é uma instituição de referência, mostra não só o talento dos nossos alunos, como, também, a relevância do conhecimento e da ciência como uma ferramenta de transformação social. É a valorização dos saberes que são compartilhados nas salas de aula, mas que ultrapassam as paredes para chegar a quem mais precisa. Todos os envolvidos estão de parabéns. A Paraíba em festa, com mais essa conquista da Escola SESI”, pontuou.
A Paraíba na Febrace 2025
Nesta edição da Febrace, a Escola SESI Paraíba esteve representada por três equipes finalistas. Além do grupo que desenvolveu o “Kit Culturando”, também representaram o estado os alunos da Escola SESI de João Pessoa, com o projeto “ERA: dispositivo informativo e de georastreamento para um descarte consciente do óleo vegetal”, desenvolvido pelos alunos Raphael Félix Santana e Amanda Kelly Gomes Souza, com orientação da professora Aline Alves Almeida.
E, da Escola SESI de Sousa, no Alto Sertão da Paraíba, veio o projeto finalista “Síntese de biodiesel a partir do óleo residual de fritura: uma prática sustentável de iniciação científica em ambiente escolar”, feito pelos alunos João Bôsco Nazaré Queiroga Neto, Julia Beatriz de Andrade e Anna Lívia Torres Sarmento, com a orientação dos professores Ranniery Felix dos Santos e Rosangela Inácio de Sousa.
Fonte: Repórter PB
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