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Bastidores da Câmara de Vereadores expuseram insubordinação, e crise interna no Governo Tyrore; “Resolva”, diz Novinho

Novinho assegurou que ele teria sentido “cheiro” de traição aos acertos feitos anteriormente com o prefeito Tyrone

Por Pereira Jr. • Articulista Polí­tico

15/05/2024 às 00:36

Imagem Plenário da Cãmara de Vereadores de Sousa

Plenário da Cãmara de Vereadores de Sousa ‧ Foto: divulgação

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Os bastidores da Câmara de Vereadores de Sousa fervilharam com debates, pressões e acordos não cumpridos, o que teria motivado o esvaziamento da sessão ordinária que votaria a criação das três secretarias municipais, conforme projeto do executivo municipal.

Conversando com o presidente do poder legislativo, Novinho de Carlão, para entender o assunto, o edil disse que houve quebra de acordo por parte dos vereadores da base, que não assinaram dois projetos de autoria do presidente, já anteriormente acertados com o prefeito Tyrone. O primeiro seria a Resolução que determina, em uma de suas cláusulas, que quando o Poder Executivo convocasse um vereador para assumir qualquer secretaria municipal, o poder legislativo ficaria isento de pagar salário ao convocado, exceto se todos os 15 vereadores aprovassem em plenário.

O segundo projeto, de autoria de Novinho, em consonância com os demais colegas, era a criação das emendas parlamentares, que todos teriam direito para o exercício de seus mandatos e destinariam aos órgãos necessários, emendas específicas com suas assinaturas para a realização de obras ou serviços.

Esses assuntos foram todos discutidos e acertados com o prefeito Tyrone, dentro do acordo para aprovação das novas secretarias municipais. Novinho estaria pronto para colocar em pauta para votação nesta terça-feira (14), mas faltavam as assinaturas da bancada do governo nos projetos de autoria do presidente do legislativo.

O vereador Radamés Estrela não teria concordado com as assinaturas. Nos corredores da câmara, houve ainda apelo contrário dos vereadores Juninho de Zilda, Roberto Freire, Eugênio Rodrigues e Diógenes Ferreira, que também estariam insatisfeitos com alguns assuntos internos mal resolvidos com o prefeito Fábio Tyrone.

Com esse impasse, Novinho assegurou ao vereador Koloral Júnior, que fazia a intercessão, que, assim como a bancada governista não cumpriu com o acordo feito com o prefeito Tyrone, não poderia colocar em pauta os projetos de lei que criavam as secretarias, e que o gestor resolvesse com sua bancada. Enquanto isso, o tempo passava, e nada de iniciar a sessão do legislativo.

O clima ficou ainda mais tenso. Segundo algumas fontes, o prefeito Tyrone e até o Dr. Helder Carvalho, chefe de Gabinete, teriam ligado para alguns vereadores da base pedindo que assinassem os projetos de Novinho, mas os edis não atenderam, e em seguida, houve o esvaziamento da sessão ordinária.

Novinho assegurou que ele teria sentido “cheiro” de traição aos acertos feitos anteriormente com o prefeito Tyrone e, quando percebeu que a bancada governista também não atendeu ao pedido do próprio prefeito, chegou a dizer ao vereador Aldeone Abrantes que a pauta estava suspensa até que o gestor se resolvesse com sua própria bancada.

O problema é que Novinho de Carlão tem uma viagem pessoal para fazer nesta quarta-feira (15) e ficará fora de Sousa por uma semana.

Certamente é o tempo que o prefeito Tyrone consiga resolver as questões internas com sua própria bancada para que a pauta seja votada na Casa de Otacílio Gomes de Sá, quem sabe, na próxima semana.

Novinho disse que se há algum traidor neste assunto, não seria ele: “Prefeito, convença sua bancada e resolva”, declarou.

Esse foi o resumo dos bastidores da sessão da Câmara de Sousa nesta terça-feira (14), cujos fatos narrados não ocorreram na plenária. Apenas ocorreu à sessão simples presidida pela vereadora, vice-presidente da mesa diretora, Lana Dantas, com seis vereadores em plenária, mas sem quórum qualificado para deliberação. A bancada governista se ausentou.

Tenho dito.

Pereira Júnior

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